Em tempos de descalabro nacional, é mais de que nunca imperativo e necessário que o movimento nacionalista e conservador estabeleça rumos e objectivos concretos.

O movimento pelo qual lutamos não configura uma ideologia, uma mera linha de raciocínio, mas sim a luta pelo bem comum natural (contraposto ao artificial defendido pelas demais ideologias da esquerda), a luta tribal pela conservação do Passado e garante de um Futuro digno de nossos filhos e da Nação.

Advém daqui a necessidade de repulsarmos no nosso movimento ideias separatistas e filosoficamente materialistas, puramente niilistas ou moralmente utilitárias, pois essas são por norma ideias naturalmente divisórias e de nada interessam à Nação e aos indivíduos que a compõem.

É também, naquilo a que é respeito do indivíduo como ser e seus direitos, preciso deixar claro que este não pode ser posto de lado enquanto noção estrutural. A noção de indivíduo e colectivo devem ser equilibradas em nosso combate, e estes dois devem ser submetidos a um natural e orgânico sentimento de serviço à Nação.

Se observarmos a nossa história enquanto povo, iremos verificar que nos momentos de maior glória a individualidade dos poucos destacou-se perante a indiferença dos muitos, de um colectivo de brandos costumes que posteriormente fora servido pelo estoicismo dos primeiros. Esta ideia de sacrifício é o alicerce moral de todas as tribos, a nossa depende de uma cultura colectiva de heroísmo individual.

Necessário é também a repulsa do liberalismo social, do marxismo e gramscianismo, os primários propulsores ou estratégias de engenharia social das ideias anti-natura, e a consciencialização e combate daqueles que, dizendo-se “liberais”, acusam o socialismo na matéria económica mas falham em combater este mesmo naquilo que é o seu foco principal de incidência: A sociedade como hierarquia e civilização.

De facto, de nada serve à Nação ser economicamente liberal e aberta, prospera nos sectores da actividade humana, se o é socialmente liberal também. A longo prazo, se seguirmos o caminho puramente liberal ou libertário, daremos a vitória aos marxistas tal como deram os liberais puros no passado ao desdenhar o nacionalismo.

Não devemos porém, por de lado o jus-naturalismo na questão económica e naquilo que é a relação humana de interesses. Todos nos guiamos por interesses pessoais, e isso é do interesse da Nação, não o é porém as deturpações de espírito, também de algum modo naturais na medida em que ocorrem por sentimentos contra-cultura temporários, que são por normas ligadas à falta de virtude, compromisso e que são consequência directa de uma sociedade amorfa e relativista.

O movimento que representamos deve também ser claro no seu apoio a instituições base e orgânicas, que desde a fundação da Pátria vigoram ou foram sendo dizimadas com o passar dos séculos pelo positivismo aliado a degenerações ideológicas. Falo da Monarquia e da Democracia Orgânica, pilares da civilização e tradição portuguesa que mais que nunca são ameaçados e desmerecidos pelo actual e vigente regime e sua máquina de propaganda política.

A restauração destas instituições não só representaria um marco histórico para a Nação como nos iria auxiliar no combate político, servindo como instrumento de conservação do imperativo nacional e da devoção a Portugal. Pelo que é nosso dever, e deve ser imperativo nacional, a restauração da Monarquia Portuguesa através de uma nova constituição que entre em vigor num regime transitório republicano, de molde presidencialista e nacionalista, que aproxime de novo o povo à ideia de “Governo de Um Só” e de “Um por Todos e Todos por Um”.

O Regime Socialista e Marxista que vigora em Portugal sobre a face da Social-Democracia e a economia internacionalmente corporativa a que se chama de “Keynesianismo”, um molde que falha em prever a Acção Humana e julga a ciência económica como algo meramente numérico, continua a desenvolver aparelhos de aparente censura política e social, pelo que temos que fazer sacrifícios e edificar novos modos de combater politicamente este mesmo. Devemos ir além de nossos meios e fazer um esforço verdadeiramente estóico, utilizar estratégias de difusão social. Devemos irromper pela imprensa e pelas universidades, fundar um movimento estético baseado na glória da tradição e cultura clássica, entrar no meio artístico e fundar uma elite Nacional-Conservadora que controle o movimento e seu futuro rumo.

 

“Não somos, só porque fomos. Não vivemos, só por termos vivido.”

 

O nosso movimento tem uma razão de ser, uma afinidade de sangue e de espírito que repulsa qualquer falso moralismo ou relativismo. Temos em conta que não existe lei do acaso, mas sim da causalidade.

Tudo é consequência de algo, e nós novas gerações somos a consequência de séculos de Portugal, de luta e de compromisso, é essa a razão do nosso movimento e combate que vai além de mera política e adopta proporções Humanas.

Por Portugal, Pelos Portugueses.

 

In Hoc Signo Vinces, 

 

Miguel Nunes

 

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