O bafo final

O actual regime em que vivemos, de artificial concepção, dá agora o seu bafo final.

Criado sob a premissa da liberdade este, como qualquer outro que advinha o seu inevitável fim, agarra-se ao poder sob o véu da democracia liberal e, por de trás deste mesmo, estabelece um conjunto de políticas que limitam a liberdade daqueles que o opõem.

Existe, meus estimados, um claro mecanismo de censura e até de segregação social implementado pelo Estado. 

Verificamos isso no monopólio televisivo que fora estabelecido pela República e seus amigos, onde imperam critérios editoriais de carácter puramente corporativo e ideológico que põe continuadamente de lado os homens da acção e da razão.

Observamos isso nas ruas, nos cafés, onde ser patriota e nacionalista é visto como um grande defeito.

Neste regime, onde fomos e somos deliberadamente formatados a odiar a Pátria e seus feitos, em contínuo ímpeto, aqueles que no seu esforço quotidiano travam uma luta estóica pela Nação são rebaixados por tudo e todos.  Por toda a parte a antítese de indivíduo clássico e filosoficamente heróico substitui este mesmo, um homem pós-moderno e degenerado, de carácter distópico, niilista e covarde.

A decadência humanitária está à vista, e o seu contrário, a acção humana e o nacionalismo, está em crescimento na sociedade.

Àqueles que, no seu ofício, trabalham com louvor por um reconhecimento patriótico de nossa história e um futuro próspero à Nação é imposta uma humilhação pública sem precedentes. Por contrapartida, os homens públicos do desaire e do nada fazer são endeusados e até elevados por este regime e estado de situação.

Contudo, o bafo final é dado.

Analisando os regimes de toda história pós-iluminista, reparamos que nenhum dura mais do que meio século sem dar sinal de graves e profundas fissuras que, de forma inevitável, revelam uma decadência porvir.

O nosso não será excepção.

Vejamos: um regime é por norma um conjunto de políticas de carácter humano acoplado a uma constituição ou construção formativa de tratados. A terceira República já não é nem uma nem outra, por isso se adivinha para breve o seu fim.

Quando a inexplicável e injustificada censura é imposta, e encontramos profundas divisões sociais, não há regime que se consiga impor de forma a que se aguente uno e indivisível.

Os Estados, por mais artificiais que sejam, serão sempre reflexo da sua sociedade.

Estamos a acordar, é o seu bafo final.

 

In Hoc Signo Vinces

 

Miguel Nunes

 

 

 

 

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