Pelas ruas e pelos mares,

Em encostas retumbantes,

Irrompendo (os) reinos do céu

(Os) Bárbaros edificam gigantes

Zeus no alto enraivecido

Já deixou de se cantar,

Triste cinzento entristecido,

Um mero betão pra’ armar.

Gaiolas e capoeiras,

Sem vida e sem cores,

Uniformes as cegueiras

Enterrámos os amores,

Com vigas e betoneiras.

Limitadas as galinhas,

Seguem elas, ó que ordeiras,

Trabalhando para nada,

São baratas e carneiras,

Morres preta, ó Pátria amada!

Já se foram os moinhos

Que (D.) Quixote padeceu,

Só cá restam os espinhos

Com quais Cristo lá sofreu.

Centralismo em central,

Lei com pressa e correria,

Desumana, já está mal,

Na cidade nada se cria,

Só torpe a dor, descomunal.

-VUMNES

Fernando Henriques D’Almeida

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