Versem memórias minhas, inspirações retumbantes, que de encostas e felinos instantes, me ataquem de rompante com unhas, garras, dentes, que me roam até demais, pois o muito é pouco e ser poeta é ser um louco que maníaco anseia por arranhões clementes.

Garras tais, que temos nós, animal pouco pensa e é feroz, animal poetisante. Esse que ataque em breve, mas sempre constante, ao qual a ideia é primária, jus-natural, imposta pela Menina que ideias nos põe na cabeça e nos faz, por via do livre-árbitrio que nos configura e transfigura no cascalho, imprimir as mesmas no plano vigente que muita parca gente não vê.

Sátira-em-banco, salta política, faz-se deambulando, no interno palanque, e faz construir o edifício da virtude.

Tudo a bem da virtude, dignificante fica o ser, tijolo a tijolo se faz a tradição, e com ela se cumpre Portugal.Pátria que Poesia Felina és, se as ruas são um gatinho, o teu sofrimento é um Leão que de braços abertos recebo para o chazinho no chalet. Que se devore o chalet, o chá, o biscoito e se o fim fôr mero intróito, que se abram meus ossos e se arranque o meu coração, tudo por ti venusta Pátria Lusa, desde Cão a Ofiússa, és tu com quem eu caso em toda a completude de meu ser. (O Estoicismo é a virtude mais heróica dos grandes da nação).

Miguel Nunes

IHSV

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